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Texto:
Jefferson de Mello, Leonardo Goulart e Karyn
S.
» Concepção Geral:
The Virgens Again
» Direção:
Silvia Monteiro
» Elenco:
Jefferson de Mello
Karyn Schwarz
Leonardo Goulart
Fábio Ribeiro
Ana Paula Taques
Evelaine Litz
Laila Malucelli
Célia Ribeiro
Rodrigo Virmound
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HIPPIES
- A Vida como ela era...
[1997/1998]
SINOPSE
A História de dois casais que se conhecem na adolescência,
na década de 60, começam a namorar nos anos 70 e definem o
rumo de suas vidas em meados de 1980.
BASEADO EM FATOS REAIS
"Temos de escrever um texto" - pensamos.
"Nós já escrevemos dois, porque não mais um?? - e
lá fomos nós. Em pouco tempo tínhamos o tão sonhado
texto! Nele havia Sexo, Drogas e Rock and Roll!
"Iremos lotar platéias e ficar ricos!".
Resolvemos, então, ler o que havíamos escrito.
Descobrimos, então, que aquilo era uma merda
e jogamos a merda no lixo. E não nos
arrependemos!
Um dia o Leonardo teve uma grande idéia: "Escreveremos
sobre nossas vidas!". Arregaçamos as mangas e
começamos. Leonardo no teclado e eu na caneta. E o Fábio
em nada. "Minha fonte de inspiração não merece tal
homenagem." - dizia. Tudo porque até hoje sente certa
dificuldade para atravessar portas. Mas tudo bem.
A idéia era escrever algo lírico, emocionante nostálgico,
criativo, verdadeiro, revolucionário e maravilhoso. Não
conseguimos. Mas pelo menos ficou melhor do que a merda.
Mas não foi tão fácil obter este resultado. O processo
exigia pesquisa. Resolvemos viajar à Nova York para tentar
encontrar alguma coisa lá. Acabamos não indo. Primeiro
porque não tínhamos dinheiro, e segundo porque essa
história não tem nada a haver com Nova York.
Nossos amigos leram o texto. Gostaram de algumas
coisas, não gostaram de outras. Com o espetáculo montado:
"Puxa! Em cena, a coisa muda de figura!" - e
todo o mundo gostou de tudo (pelo menos foi o que disseram os
nossos amigos, e a minha mãe). E não podia ser
diferente. o texto fala de mim e da Karyn, do Leonardo e da
Maria. É difícil fazermos algo mal feito quando falamos de
nós mesmos. E o bonito disso tudo é que acabamos
descobrindo o quanto somos parecidos.
Não se assuste se ao assistir a peça, você achar que
algum personagem se parece com você. Não será mera
coincidência e nem pura realidade. Entendeu?
Jefferson de Mello, 1997
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